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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

[política] Bolsonaro defende general que sugeriu intervenção: "governará ao meu lado"



O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) defendeu o general Antônio Hamilton Mourão, movido de seu cargo no Exército após se manifestar sobre intervenção militar pela segunda vez em três meses. Durante entrevista ao Jornal do Piauí desta terça-feira (12), Bolsonaro, que figura nas pesquisas como segundo lugar na corrida presidencial, afirmou que o general irá governar ao seu lado, caso vença as eleições em 2018. 

"Caso eu chegue lá, o general Mourão terá espaço no meu governo sim. Não como meu subordinado, mas ao meu lado para governar o Brasil", declarou.

O general que ocupava o posto de secretário de Economia e Finanças do Exército foi removido do cargo pelo comandante Eduardo Villar Bôas, e designado para o cargo de adido na Secretaria-Geral do Exército. Durante uma palestra na última quinta-feira (7), o general Mourão declarou que pode haver intervenção caso o Judiciário não consiga resolver o "problema político" do país. Em setembro ele já havia falado sobre a possibilidade. Bolsonaro afirma que as declarações não são uma sugestão de intervenção e descreveu o general como homem 'honesto e patriota'.

"Em nenhum momento o general Mourão falou em intervenção militar. Quando ele fala que o Exército está atento é porquê tem que estar atento. Ora meu Deus do céu, vamos excluir o setor militar do que acontece na sociedade? A última palestra que ele deu, ele falou que a Câmara dos Deputados é usada como balcão de negócios por parte do presidente. Há alguma mentira nisso? Há algo que todos não saibam? Então general Mourão, que eu conheço há muito tempo, é meu contemporâneo de academia, paraquedista - é um homem honesto acima de tudo, e patriota, tem o coração verde e amarelo", enfatizou Bolsonaro.

Resposta a Ciro Gomes

Ainda durante a entrevista, Jair Bolsonaro respondeu as declarações de Ciro Gomes, de que ele não estaria apto a presidir o país, pois não tem experiência administrativa nem no Rio de Janeiro, Estado por onde foi eleito. Bolsonaro comparou sua experiência administrativa com a do irmão de Ciro Gomes, Cid Gomes, que já foi governador do Estado do Ceará e ainda a Lula e Dilma. "Se eu tivesse me envolvido na política do Rio eu estaria preso. Quando o Ciro fala em experiência ele esquece que apoiou o Lula, a Dilma e que eles não tinham experiência. Ao meu lado eu tenho a minha formação militar e um curso superior”, conclui.

Piauí

Dirigindo-se aos telespectadores do Piauí, Bolsonaro afirma que está interessado em dialogar com a população. Usando como exemplo, ele citou que segundo o IBGE, a expectativa de vida do piauiense era de 69 anos e que a Reforma da Previdência, que propõe uma idade mínima de 65 anos, iria contra suas ideias de Governo. "Não podemos ter uma reforma da Previdência de 65 anos onde a expectativa de vida é de 69. Isso é uma forma de dar uma satisfação ao povo do Piauí que nós nos interessamos por eles", declarou.

Bolsonaro também afirmou que não se preocupa com o tempo de televisão pequeno disponibilizado ao partido do qual faz parte. Ele afirma que tem tranquilidade em fazer composições diferente dos concorrentes. "Tenho certeza que temos como fazer sem televisão, sem dinheiro, um governo que tenha a cara que o povo brasileiro merece", pontuou.

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