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quarta-feira, 29 de abril de 2015

[cotidiano] Mãe chicoteia filho de 7 anos até a morte por ele fazer xixi na cama

Um crime macabro chocou os moradores de Santa Bárbara do Leste, no Vale do Rio Doce, após eles descobrirem que uma mulher de 36 anos foi capaz de chicotear o filho de 7 anos, com chicote usado para cavalos, até a morte. Um dos principais motivos para as agressões, que contou com a ajuda do padrasto do garoto, foi o menino ter urinado na cama. Os irmãos da vítima, que também foram vítimas de espancamento, estão internados em estado grave.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Luiz Eduardo Moura Gomes, Josina Concebida Moysés e José Mateus da Silva, de 35,  contaram que o menino João Paulo Camilo teria desaparecido de casa, no Córrego Barra Alegre, na zona rural do município.

“A suspeita entrou em contato com a família do pai da criança, que já é falecido, e disse que o menino havia fugido de casa. Quando os tios chegaram ao imóvel perguntaram pelos outros sobrinhos, mas a mulher disse que eles não poderiam sair de casa”, contou o delegado.

Aproveitando um momento de distração do casal, um dos tios entrou na casa e encontrou as crianças de 3 e 4 anos machucadas. Josina e Silva foram levados para a delegacia de Caratinga.

“A princípio, eles confirmaram que o garoto tinha fugido, mas, após algumas horas de depoimento, começaram a confessar o crime. Na versão deles, as agressões começaram na noite de sábado. A mãe disse que o padrasto que começou as agressões. Ele confessou, mas disse que bateu pouco, e a mulher tinha agredido os meninos mais”, contou Gomes.

Depois do espancamento, os suspeitos perceberam que João Paulo só gemia e não respondia a nenhum estímulo. Na manhã de domingo, o homem viu que o corpo estava gelado e, com a ajuda da companheira, enrolou o menino no cobertor e colocou dentro do carro. Posteriormente, ele seguiu para a BR-116.

Às margens da rodovia, Silva abandonou a criança e ainda colocou uma mochila com as roupas dela perto do corpo. A intenção, segundo o delegado, era que as pessoas acreditassem que o menino realmente fugiu e morreu na estrada.

“Durante o depoimento, os suspeitos disseram que agrediam as crianças porque eles faziam as necessidades fisiológicas na cama e abriam a geladeira sem a permissão dos adultos. Para intimidar as crianças, o chicote, conhecido na região também como arreio, ficava pendurado próximo ao eletrodoméstico. Além disso, eles afirmavam que os meninos deveriam aprender a respeitar os pais”, explicou o delegado.

O casal foi encaminhado à Cadeia de Caratinga e segue à disposição da Justiça. A princípio, eles responderão por tortura das duas crianças vivas e tortura qualificadora por morte pelo João Paulo. A pena para os crimes pode chegar até 40 anos de reclusão.

“Ficamos surpresos com a frieza dos dois. A intenção não era matar e, sim, torturar os meninos. Em entrevista para uma emissora de TV, Josina chegou a dizer que ainda queria cuidar dos outros dois filhos. É difícil acreditar que os pais, que deveriam cuidar das crianças, podem chegar a esse ponto”, lamentou Gomes.

Segundo a conselheira tutelar da cidade, Eliana Teixeira Gonçalves, a família morava no município há três meses e, até então, não havia denúncia de maus-tratos.

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