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terça-feira, 14 de novembro de 2017

[cotidiano] Em greve, servidores da Saúde e professores da UERN fazem manifestação em Natal


Servidores da Saúde e professores da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte realizaram uma manifestação na manhã desta sexta-feira (13), em Natal, em protesto contra atraso no pagamento dos salários. O movimento fechou a Governadoria - sede do Poder Executivo Estadual e houve acirramento de ânimos durante uma tentativa de ocupação do prédio. Os policiais militares que fazem a segurança do local chegaram a usar spray de pimenta para dispersar os manifestantes e evitar a entrada deles.

As duas categorias estão em greve. De acordo com o Sindsaúde, 13 mil servidores, além dos médicos que atuam nas unidades estaduais de saúde, entraram em greve nesta segunda-feira (13). No entanto a paralisação não atinge os serviços de urgência e emergência nos hospitais potiguares, de acordo com o sindicato. Devem ficar suspensas, por exemplo, marcações de exames ambulatoriais e consultas que não se encaixam em urgência e emergência.

Já as aulas da UERN estão suspensas desde a última sexta-feira (10), quando foi deflagrada a greve dos professores. De acordo com a Associação dos Docentes da universidade, os cerca de 1,2 mil professores do ensino superior suspenderam atividades por tempo ideterminado nos campus da instituição em todo o estado.

Procurado pelo G1, o governo do estado afirmou que "em função do acirramento dos ânimos dos servidores, não há previsão para uma reunião entre o governo e manifestantes".

A pauta das duas categorias é a mesma: os atrasos nos salários dos servidores estaduais. De acordo com os coordendores dos sindicatos, há 20 meses o governo vem atrasando os pagamento dos trabalhadores, pagando salários de forma parcelada e escalonada. Somente na última sexta-feira (10), foram concluídos os depósitos da folha de setembro, por exemplo.

"As pessoas estão endividadas. A gente chegou ao limite, a um ultimo ponto. Nós não temos interesse em greve, mas o governo não nos deu outra opção", considerou Manoel Egídio da Silva Júnior, diretor do sindicato da Saúde, que também reclamou da priorização do pagamento de algumas categorias em detrimento de outras.

"Não queremos prejudicar o semestre. Se o governador der resposta logo, vamos voltar logo, mas ele não nos deixou outra alternativa. Tem famílias que dependem exclusivamente da UERN e estão passando necessidade", reforçou Ana Lúcia, diretora da Aduern. De acordo com ela, a situação é tão grave que é difícil, para as entidades sindicais, conter alguns manifestantes mais "exaltados". "São pessoas que estão com a família em situação muito difícil", pontuou.

Os sindicatos ainda reclamam que os servidores que recebem até R$ 2 mil, cujos salários de outubro seriam depositados na última sexta-feira (10) não receberam o pagamento até agora.

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