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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

[politica] Palocci entregou dinheiro a Lula

Sabe-se agora porque Lula bateu tão impiedosamente no seu ex-ministro Antonio Palocci ao depor, esta semana, ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba. Ninguém melhor do que Lula conhece o que Palocci está pronto para delatar.

A mais recente edição da revista VEJA traz a informação de que em anexos de sua delação premiada, Polocci diz ter repassado propinas da Odebrecht ao ex-presidente em pacotes de R$ 30 mil, R$ 40 mil e R$ 50 mil. Entregou em mãos.

Eram pacotes para bancar despesas particulares de Lula. Repasses mais volumosos de dinheiro chegaram às mãos de Lula por meio do ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic. Espera-se que Lula reaja como de costume: exigindo a apresentação de provas.

Palocci está disposto a entregá-las a Moro tão logo feche o acordo de delação.

Fonte: O Globo

[política] Janot denuncia Temer, Joesley e mais 7 ao STF; presidente é acusado de organização criminosa e obstrução de Justiça

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (14) uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer, desta vez pelos crimes de obstrução à Justiça e organização criminosa.

O STF somente poderá analisar a denúncia contra Temer se a Câmara autorizar. Em agosto, a Câmara rejeitou a primeira denúncia de Janot contra Temer, por corrupção passiva.

Outras oito pessoas são alvos da mesma denúncia – dois ministros, dois ex-ministros, dois ex-deputados, um empresário e um executivo (saiba o que disseram os denunciados). De acordo com o procurador, os políticos denunciados (todos do PMDB) arrecadaram mais de R$ 587 milhões em propina.

O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o executivo Ricardo Saud, ambos delatores da Operação Lava Jato, estão entre os denunciados, mas somente pelo crime de obstrução de Justiça.

Além de Temer, Joesley e Saud, também foram denunciados nesta quinta:

ELISEU PADILHA (PMDB-RS), ministro da Casa Civil
MOREIRA FRANCO (PMDB-RJ), ministro da Secretaria-Geral
EDUARDO CUNHA (PMDB-RJ), ex-deputado
HENRIQUE ALVES (PMDB-RN), ex-deputado e ex-ministro
GEDDEL VIEIRA LIMA (PMDB-BA), ex-ministro
RODRIGO ROCHA LOURES (PMDB-PR), ex-deputado e ex-assessor de Temer

[segurança] Defensoria Pública pede suspensão do concurso para agente penitenciário no RN


Defensoria Pública do Rio Grande do Norte está pedindo a suspensão do concurso público que prevê a criação de 571 vagas para agentes penitenciários do estado, antes que o resultado seja homologado. Segundo a defensora Cláudia Carvalho Queiroz, titular da 10ª Defensoria Cível de Natal, a medida é necessária porque o edital do concurso feriu o princípio de isonomia ao não especificar testes físicos diferenciados para os candidatos com deficiência.

As provas teóricas foram realizadas dia 16 de julho. Já os exames físicos, em agosto. Aproximadamente 15 mil pessoas participaram do concurso.

"No concurso de agente penitenciário aqui do estado, essa adaptação ocorreu só na fase objetiva. Na prova de aptidão física, o edital, no nosso entendimento, contraria a legislação em vigor estabelecendo que não haveria adaptação e todos concorreriam nos mesmos moldes e com os mesmos parâmetros. Mas, na verdade, pelo princípio da não discriminação, haveria a necessidade de adaptação para que todos concorram na medida das suas desigualdades. Se aquela deficiência é ou não compatível com o cargo, isso será verificado durante o curso de formação", ressaltou a defensora.

A Defensoria Pública explicou que o pedido de suspensão do concurso foi feito a partir de uma denúncia feita por um candidato que tem deficiência motora. Consta na ação que o candidato, no dia 9 de agosto, solicitou à banca examinadora que fosse feita uma adaptação do teste físico à sua condição de pessoa com deficiência, o que foi negado. A resposta foi a de que todos os candidatos deveriam participar dos testes de adaptação física “em igualdade de condições”, inclusive, independentemente da faixa etária, condição física e/ou psicológica”.

Assim, o candidato participou do teste físico no dia 26 de agosto, mas não conseguiu aprovação. O candidato alega que apresenta um encurtamento de 3,5 centímetros na perna esquerda, de modo que o esforço físico que ele fez não foi suficiente para alcançar o índice mínimo de 2.000 metros na corrida de média distância, tendo conseguido cumprir apenas 1.697 metros.

Além do pedido de suspensão, a Defensoria Pública dá prazo de 15 dias para que o Estado promova as retificações necessárias no edital, adequando o certame e publicando, no mesmo prazo, edital de convocação para um novo Exame de Aptidão Física para os candidatos inscritos como pessoas com deficiência e que foram reprovados, com as modificações que os permitam realizarem os exercícios de esforços físicos compatíveis com a sua condição física.

Até lá, ainda de acordo com a ação, o Estado deve suspender o prosseguimento do concurso público, uma vez que o certame já se encontra na fase de convocação dos aprovados.

Na ação, que foi instaurada no dia 4 deste mês, o Estado tem até esta sexta-feira (15) para tomar conhecimento da ação por meio do Processo Judicial Eletrônico e mais cinco dias para se manifestar a respeito.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

[oportunidade] TRT-RN abre concurso com salários entre R$ 6.376,41 a R$ 10.461,90; veja edital

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 21ª Região de Natal, Rio Grande do Norte, recebe a partir das 10h do dia 25 de setembro de 2017 as inscrições para um novo Concurso Público.

Há vagas nos cargos de Técnico Judiciário – Área Administrativa (1), em que a exigência é de nível médio e Analista Judiciário – Área Judiciária (2), destinadas a candidatos com, no mínimo, Graduação em Direito.

Com taxa no valor de R$ 80,00 ou R$ 120,00, os interessados devem realizar as inscrições por meio do endereço eletrônico www.concursosfcc.com.br até às 14h do dia 11 de outubro de 2017.

Os contratados estarão sujeitos a jornada de 40 horas semanais, mediante salários que variam entre R$ 6.376,41 a R$ 10.461,90 mensais.

Provavelmente no dia 10 de dezembro de 2017, os inscritos serão submetidos a Provas Objetivas de Conhecimentos Básicos e Específicos com questões de múltipla escolha e, somente para a função de Analista Judiciário, haverá Prova Discursiva.

A validade deste certame é de dois anos com possibilidade de prorrogação. Veja edital aqui

[segurança] Jovem tenta entrar em presídio do RN com maconha escondida em fundo falso de calcinha


Uma jovem de 18 anos foi presa na manhã desta quinta-feira (14) ao tentar entrar em um presídio do Rio Grande do Norte com 50 gramas de maconha dentro da calcinha. Não deu certo.

O flagrante aconteceu no Complexo Penal de Pau dos Ferros, onde a jovem foi visitar o namorado, que cumpre pena por assalto. "Ela recebeu voz de prisão e foi levada para a delegacia da cidade para ser autuada", confirmou o diretor da unidade, o agente penitenciário Caio Arnaud.

"Depois, se o juiz mantiver a prisão, ela será enviada para o destacamento da PM de Encanto, onde outras detentas da região cumprem pena", acrescentou o diretor.

[polícia] Suspeito de liderar quadrilhas de roubos a bancos e carros-fortes é preso em Natal


Um homem de 37 anos, suspeito de liderar quadrilhas de roubos a bancos e carros-fortes, foi preso na manhã desta quinta-feira (14) em Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. Segundo a Polícia Civil, Rivanildo Pereira de Medeiros, que é conhecido como Rambo, era foragido da Justiça e possui histórico de vários assaltos.

Segundo a Delegacia Especializada de Furtos e Roubos (Defur), Rambo lídera pelos menos quatro grupos criminosos de alto poder de fogo. Agentes receberam informações de que ele teria sido visto em Natal desencadearam uma investigação nos últimos 20 dias para encontrá-lo.

Rivanildo foi encontrado em um kitnet que pertence a um amigo que conheceu na prisão e está cumprindo o regime semi-aberto. Além da prisão, os policiais realizaram apreensão de documento de identificação falso, em nome de “Carlos Henrique do Nascimento”, um veículo roubado, clonado e adulterado e um crachá de identificação como funcionário de uma operadora de telefonia.

Segundo a polícia, o preso poderia estar utilizando o crachá para efetuar golpes na capital potiguar.

[justiça] PGR denuncia senador José Agripino Maia em desdobramento da Lava Jato

A Procuradoria Geral da República denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), em um inquérito aberto a partir da Operação Lava Jato.

O teor da denúncia não será divulgado porque o caso está sob sigilo e, por enquanto, não há detalhes sobre as acusações contra o parlamentar.

Procurada pelo G1, a assessoria de Agripino divulgou nota (leia a íntegra mais abaixo) na qual disse que o senador "repudia os fatos" e destaca que, em todos os depoimentos tomados e registrados no inquérito, "não consta sequer uma referência de pedido ou recebimento de valores em troca de qualquer tipo de retribuição ou vantagem".

Mas o senador já disse, em outras ocasiões, não ter "o que esconder" porque ele colabora com as investigações. Agripino também já afirmou que as contas do partido estão "abertas" à Justiça.

Investigações

A investigação sobre Agripino Maia foi aberta em outubro de 2015 para apurar o suposto envolvimento do senador em fraudes nas obras da Arena das Dunas, estádio de futebol construído em Natal (RN) para a Copa de 2014.

No andamento do inquérito, o ministro do STF Luis Roberto Barroso, relator do caso, determinou a quebra dos sigilos bancário do DEM e telefônico do senador.

Agora, cabe a Barroso notificar o senador a apresentar defesa. A PGR quer que Agripino Maia vire réu e responda a uma ação penal. Essa decisão será tomada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.

[segurança] Bandidos fazem arrastão e roubam alunos em universidade do Oeste potiguar

Bandidos fizeram um arrastão na noite desta quarta-feira (13) no campus central da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em Mossoró, região Oeste potiguar. Segundo relato das vítimas, cerca de 15 celulares foram roubados.

Por volta das 21h, a Polícia Militar recebeu o chamado e policiais do 12º Batalhão foram até a UERN. O assalto aconteceu no prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC).

De acordo com os estudantes, três homens pularam a cerca que divide o campus de uma área de mato. Dois deles invadiram as salas e realizaram o assalto. O outro ladrão ficou do lado de fora das salas.

A PM fez buscas pela região, mas nenhum dos criminosos foi encontrado. Até a publicação desta matéria, apenas quatro pessoas fizeram boletins de ocorrência.

No mês passado, bandidos roubaram equipamentos nesse mesmo setor da universidade; computadores e outros objetos foram levados das salas de pós-graduação.

[segurança] Contador é morto com tiro no rosto durante assalto a residência na região Oeste potiguar


Um servidor público morreu na noite desta terça-feira (12) após levar um tiro no rosto durante um arrastão a uma residência na cidade de Caraúbas, região Oeste potiguar. Ronildo Ferreira de França, que era contador da prefeitura, ainda foi socorrido, mas não resistiu.

O assalto aconteceu na residência de um comerciante da cidade, no conjunto Nestor Fernandes. Vizinho do comerciante, Ronildo teria ouvido um barulho estranho e saiu de casa para ver o que estava acontecendo. Foi quando um dos criminosos, armado com uma espingarda, atirou.

O G1 falou com o comerciante, que contou que ele e a família foram rendidos por quatro homens armados, e que o vizinho foi baleado no momento em que os bandidos já estavam se preparando para fugir.

Romildo foi socorrido para o Hospital Regional Dr. Aguinaldo Pereira da Silva, onde recebeu os primeiros atendimentos, mas morreu no momento em que iria ser transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró.

Segundo o tenente Luiz Almeida, comandante da Polícia Militar em Caraúbas, buscas foram feitas pelos criminosos, mas eles conseguiram fugir.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

[cotidiano] Atenção eleitor, vai começar o recadastramento biométrico de Apodi

Caro eleitor,

A partir do dia 13/09, até o dia 26/10/17, será realizada a revisão biométrica de Apodi. É obrigatório todo eleitor comparecer para confirmação do domicílio e coleta de dados biométricos, sob pena de cancelamento de sua inscrição.

Estão dispensados os eleitores que fizeram alistamento, transferência ou revisão do cadastro eleitoral, este ano, no Cartório da 35ª Zona ou no Boxe do TRE na Central do Cidadão de Apodi, com a coleta de dados biométricos.

O atendimento será realizado em três etapas, sendo:

1) Triagem da documentação, que pretende verificar a regularidade dos documentos do eleitor, antes de entregar-lhe a ficha de espera;

1.1) Caso a documentação esteja correta, o eleitor recebe a ficha e aguarda a etapa seguinte;

1.2) Caso a documentação esteja incompleta, o eleitor recebe um protocolo de atendimento e instruções, só devendo retornar ou com a documentação corrigida ou a partir do dia seguinte;

2) digitação dos dados do eleitor no sistema cadastral; e

3) coleta de dados biométricos (digitais, fotografia e assinatura) e entrega do título eleitoral novo.

Atenção! O eleitor pode acessar o “TituloNet” e adiantar o atendimento através do preenchimento do seu cadastro, clicando AQUI:


Após, anote o número de protocolo do cadastro e informe ao servidor da Justiça Eleitoral quando da entrega da documentação a ser conferida. Este pré-cadastro expira após três dias, sendo necessário refazê-lo.

O endereço do Fórum Eleitoral de Apodi é: Rua Francisco Roberto Carlos de Morais, n.º 89, Peque, Apodi/RN.

O horário de atendimento será:
I – das 09:00 às 16:00 horas, nas segundas-feiras;
II – das 08:00 às 16:00 horas, das terças às sextas-feiras;
III – das 08:00 às 14:00 horas, aos sábados.

DOS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

I – Um Documento de identidade (Cópia e original):

a) RG; ou Carteira de Trabalho; ou Carteira Profissional; ou instrumento público com foto do qual constem os elementos necessários à sua qualificação;

II – Um Comprovante de residência / vínculo eleitoral (Cópia e original), que pode ser, por exemplo: 

a) Conta de água, luz, telefone, serviços de TV e/ou Internet por assinatura ou faturas de cartão de crédito;
b) Correspondências expedidas por órgãos oficiais (Bancos, Receita Federal, INSS e assemelhados);
c) Comprovante de vínculo empregatício no município (como, por exemplo, declaração do setor pessoal, no caso de órgão público, ou de contrato de trabalho por tempo indeterminado, no caso de instituição privada);
d) comprovante de cadastro de benefício social recebido no Município (bolsa família, fome zero, etc.), da qual conste o endereço do requerente;
e) Comprovante de matrícula ou de frequência em escola, creche ou universidade do próprio requerente ou de seus dependentes, emitida no ano corrente, que infiram pertencer ao município de domicílio;
f) escritura de imóvel, contrato de compra e venda ou contrato de locação, com firmas reconhecidas e registrados em ofício próprio sob a forma pública.
g) declaração de que, atendendo à convocação do juízo eleitoral da 35ª zona, trabalhou na eleição municipal de 2016, em Apodi;

III - Trazer os documentos originais do CPF e Título de Eleitor, se possuir.

O documento/prova de domicílio deve estar em nome do requerente ou de parentes ascendentes ou descendentes de até 2º grau, cabendo ainda a prova do parentesco através de cópia de documento de identificação oficial.

Para requerer alistamento ou transferência eleitoral, a regra é a mesma da revisão do cadastro, excetuando-se quanto ao alistamento de homem, de 18 (dezoito) a 45 (quarenta e cinco) anos, que deve apresentar comprovante de quitação com o serviço militar (carteira de reservista ou outro documento de igual valor); e quanto à transferência eleitoral, que permite a apresentação de Carteira Nacional de Habilitação – CNH como documento de identificação. 

Outras informações poderão ser fornecidas no Fórum Eleitoral de Apodi, no endereço informado para revisão cadastral.

[política] "Mais um enganado em Soledade", afirma radialista


Para o radialista Wilson Oliveira, o agricultor Chiquinho de Erimar, foi mais um a ser enganado pela atual gestão municipal. A informação foi publicada nas suas redes sociais. Veja:

"A história aconteceu com o Sr. Chiquinho de Erimar como é mais conhecido em Soledade, o mesmo sempre prestou serviços temporário de coveiro a prefeitura de Apodi em gestões passadas. 'Todo mundo sabe que aqui no Distrito quando falecia alguém os familiares me chamavam, eu cavava a cova, fazia o sepultamento e a gestão me pagava, nunca tive problema em receber, estou tendo agora, só nesse ano fiz 02(dois) sepultamento e esqueceram de me pagar', comenta o trabalhador. A dívida com o morador é de apenas R$ 200,00 reais, 100 por cova.

O mesmo fez o processo seletivo de 2017 na prefeitura, foi classificado, mas não foi contratado. Toda a sua família era adversária e nesse pleito acompanharam o atual administrador, foi mais um que ''caiu no papo''.

A prefeitura não se manifestou sobre o caso.

[política] Na ala de Temer, quem não tem foro está preso

A Polícia Federal fechou o inquérito sobre as suspeitas que rondam o PMDB da Câmara. Reuniu indícios de que a ala do partido liderada por Michel Temer cometeu crimes em série para amealhar “vantagens indevidas”. O rol de encrencados inclui duas categorias de políticos: os que dispõem de foro privilegiado e os presos.

Estão protegidos pelo escudo do foro especial, além do próprio Temer, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). Estão atrás das grades o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os ex-presidentes da Câmara Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha.

A PF resumiu o miolo da encrenca numa nota: ”Integrantes da cúpula do partido, supostamente, mantinham estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta.”

O texto empilhou os crimes supostamente cometidos: “O grupo agia através de infrações penais, tais como: corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas, entre outros crimes cujas penas máximas são superiores a 4 anos.”

No Supremo Tribunal Federal, o processo sobre a redução da amplitude do foro privilegiado completa nesta segunda-feira 103 dias na gaveta do ministro Alexandre de Moraes. Indicado para a Suprema Corte por Temer, ele pediu vista dos autos e prometeu devolvê-los rapidamente para que o julgamento fosse retomado. As conclusões da Polícia Federal ajudam a entender sua demora.

Fonte: JOSIAS DE SOUZA

[justiça] PF apura irregularidade no Ibama do RN; superintendente deve ser afastado

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (12) a ‘Operação Kodama’, que visa reunir provas dos crimes de prevaricação, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, bem como, evitar a continuidade de atos lesivos que estariam sendo cometidos contra o meio ambiente no Rio Grande do Norte. Cerca de 50 policiais federais cumprem 11 mandados judiciais de busca e apreensão. As buscas acontecem nas cidades de Natal, Goianinha, Ceará-Mirim e Tibau do Sul. O superintendente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) no estado deve ser afastado.

Segundo a PF, a investigação foi iniciada nos primeiros meses deste ano, e teve como ponto de partida os dados constantes no Relatório de Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) e em um Processo Administrativo Disciplinar instaurado pelo próprio Ibama, quando se constatou várias irregularidades atribuídas ao superintendente do órgão no estado.

Ainda de acordo com a PF, também foram identificadas, em um primeiro momento, pelo menos 10 condutas de favorecimento ilícito a pessoas físicas e jurídicas, as quais teriam sido beneficiadas indevidamente por meio da anulação de autos de infração, desembargo de atividade e restituição de bens apreendidos. Mediante tais procedimentos, deu-se aparência de regularidade na aquisição de aproximadamente 8 toneladas de lagosta de origem não comprovada, como também, se conferiu legitimidade ao funcionamento irregular de empreendimento hoteleiro construído em área de preservação permanente e localizado na praia de Tibau do Sul.

Diante da gravidade dos fatos, a 14ª Vara da Justiça Federal/RN acolheu a representação policial e determinou o afastamento daquele gestor.

Kodama

A operação denominada ‘Kodama’ remete ao folclore japonês. Kodama é um espírito que habita em árvores e protege o meio ambiente.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

[política] MPF denuncia Lula, Gilberto Carvalho e mais cinco na Operação Zelotes


O Ministério Público Federal (MPF) denunciou hoje (11) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Gilberto Carvalho por corrupção passiva em um dos processos da Operação Zelotes. Os procuradores do caso também acusam mais cinco investigados de beneficiar montadoras de veículos por meio da edição de medidas provisórias.

De acordo com a denúncia, as empresas automobilísticas teriam prometido R$ 6 milhões a Lula e Carvalho em troca de benefícios para o setor.

“Diante de tal promessa, os agentes públicos, infringindo dever funcional, favoreceram às montadoras de veículos MMC [Mitsubishi] e Caoa ao editarem, em celeridade e procedimento atípicos, a Medida Provisória n° 471, em 23/11/2009, exatamente nos termos encomendados, franqueando aos corruptores, inclusive, conhecimento do texto dela antes de ser publicada e sequer numerada, depois de feitos os ajustes encomendados”, afirma o MPF.

[política] Janot denuncia sete políticos do PMDB

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao Supremo Tribunal Federal sete membros do PMDB “por integrarem organização criminosa que desviou recursos públicos e obteve vantagens indevidas, sobretudo no âmbito da administração pública e do Senado Federal”.

Os denunciados Edison Lobão, Jader Barbalho, Renan Calheiros, José Sarney, Sérgio Machado, Romero Jucá e Valdir Raupp são acusados de receberem propina de R$ 864 milhões e gerarem prejuízo de R$ 5,5 bilhões aos cofres da Petrobras e de R$ 113 milhões aos da Transpetro.

Esta é a 34ª denúncia oferecida pela PGR no âmbito da Operação Lava Jato no STF.

[política] PF faz operação para recolher provas relacionadas à prisão de executivos da J&F

Agentes da Polícia Federal estão cumprindo hoje (11) cinco mandados de busca e apreensão, sendo quatro em São Paulo e um no Rio de Janeiro, na Operação Bocca, relacionada à prisão do empresário Joesley Batista, do grupo J&F, e do executivo da empresa, Ricardo Saud.

Ambos estão desde ontem (10) na sede da superintendência da PF em São Paulo e devem ser transferidos para Brasília até o início da tarde.

Essa operação ocorre em cumprimento à ordem judicial expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que acolheu o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de prisão temporária de Joesley Batista e Saud.

O nome “Bocca” refere-se a “Bocca della Verità”, cuja característica é seu papel como detector de mentiras. “Desde a Idade Média, acredita-se que se alguém contar uma mentira com a mão na boca da escultura, ela se fecharia ‘mordendo’ a mão do mentiroso”, diz a nota da PF.

As prisões foram motivadas pela constatação de Janot de que houve omissão de informações por parte dos delatores, ao receber um áudio de quatro horas de uma conversa dos executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud, que mencionavam o ex-procurador da República Marcelo Miller.

Também foi feito o pedido de prisão temporária de Miller, mas Fachin avaliou que não há elemento indiciário suficiente para tal procedimento.

[cotidiano] Furacão Irma deixa pelo menos 10 mortos em Cuba

Pelo menos 10 pessoas morreram em Cuba em consequência dos efeitos do furacão Irma, informaram nesta segunda-feira (11) fontes da Defesa Civil cubana. A maioria das vítimas morreu por causa do desabamento de edifícios, sete delas em Havana, ainda que o furacão também tenha provocado fortes inundações no litoral norte do país. A informação é da EFE.

Em uma mensagem dirigida à população, Raúl Castro apelou ao espírito “de resistência e vitória dos cubanos” após a passagem do devastador furacão, que causou “severos danos” ao país, segundo o comunicado, publicado no jornal oficial Gramma.

Castro destacou que face ao fenômeno “sobressaiu a unidade dos cubanos, a solidariedade entre os moradores e a disciplina perante as orientações feitas pelo Estado Maior Nacional da Defesa Civil”.
Na mensagem, Castro precisou que o “furacão afetou moradias, o sistema elétrico e a agricultura”, e além disso atingiu alguns dos destinos “turísticos” da ilha, que “serão recuperados antes do início da alta temporada”, em novembro.

“Foram dias duros para o nosso povo, que em poucas horas viu como o que foi construído com esforço foi golpeado por um devastador furacão”, disse o presidente cubano.

O Irma castigou o litoral norte de Cuba como furacão categoria 4 durante a sexta-feira e o sábado, provocando graves inundações e obrigando a evacuação de cerca de 1,7 milhão de pessoas.

[política] Advogado de Joesley e Janot se encontram ‘casualmente’ em bar

Às vésperas de o empresário Joesley Batista se entregar à Polícia Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se encontrou informalmente com o advogado Pierpaolo Bottini, que atua na defesa do empresário. A informação foi divulgada pelo site “O Antagonista”. O encontro não contava na agenda oficial de Janot. Segundo o site, Janot e o advogado de Joesley conversaram por cerca de 20 minutos em uma mesa atrás de uma pilha de caixa de cervejas.

Em nota, a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou o encontro. A assessoria de Janot disse que eles não trataram de assuntos profissionais durante o encontro em um bar de Brasília.

“O procurador-geral da República frequenta o local rotineiramente. Não foi tratado qualquer assunto de natureza profissional, apenas amenidades que a boa educação e cordialidade prezam entre duas pessoas que se conhecem por atuarem na área jurídica”, afirma o comunicado.

O advogado Pierpaolo Bottini afirmou que se tratou de um encontro casual. “Cruzei casualmente com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, num local público e frequentado da capital. Por uma questão de gentileza, nos cumprimentamos e trocamos algumas palavras, de forma cordial”, disse.

“Não tratamos de qualquer questão outra ou afeita a temas jurídicos. Foi uma demonstração de que as diferenças no campo judicial não devem extrapolar para a ausência de cordialidade no plano das relações pessoais”, completou o advogado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

[polícia] PF prende mulher e faz 3ª maior apreensão de ecstasy do RN


A Polícia Federal apreendeu na madrugada deste domingo (10) cerca de 45 mil comprimidos de ecstasy no Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Esta foi a 3ª maior apreensão de droga sintética já realizada no aeroporto, desde que o equipamento foi inaugurado em 2014.

A mulher flagrada com a droga na bagagem é uma cearense de 24 anos que chegava de Lisboa, capital de Portugal. Ela foi autuada por tráfico internacional de drogas.

Segundo a polícia, a ação aconteceu durante uma fiscalização de rotina. A passageira teria ficado nervosa, o que levou a uma busca mais detalhada na sua bagagem. Mesmo retirando todo o seu conteúdo, ainda assim, as malas apresentavam peso excessivo. A droga estava oculta nos fundos falsos existentes de duas malas e distribuídas em 6 tabletes de comprimidos prensados.

A mulher recebeu voz de prisão e foi conduzido para autuação na sede da Polícia Federal. Ao ser interrogada, ela invocou o direito de permanecer calada e se recusou a responder a todas as perguntas feitas.

[segurança] Vereadora e família ficam sob mira de armas durante arrastão em casa, na Grande Natal

Criminosos fizeram um arrastão à casa de uma vereadora de Parnamirim, na Grande Natal, na noite deste sábado (9). De acordo com a Polícia Militar, Rhalessa Freire dos Santos (PTN) e sua família ficaram na mira de armas de fogo, enquanto os suspeitos recolhiam objetos de valor na casa dela.

O crime aconteceu no bairro Bela Parnamirim. Além dos objetos furtados do imóvel, os suspeitos levaram uma caminhonete modelo Saveiro, que pertencia à família.

A polícia foi acionada e fez diligências na região, mas até agora nenhum suspeito foi preso

sábado, 9 de setembro de 2017

[política] JBS: Janot corrige na marra o maior erro dele e da Lava Jato

POR JOSIAS DE SOUZA

Todos cometem erros. Mas mesmo no erro pode-se errar pouco ou errar muito. No caso da JBS, o procurador-geral da República Rodrigo Janot escolheu o erro mais rendoso… Para os criminosos. A reavaliação dos termos do acordo de colaboração e o pedido de prisão do empresário Joesley Batista, do executivo Ricardo Saud e do ex-procurador Marcelo Miller representam a correção do maior erro já cometido na Lava Jato. Empurrado pelas circunstâncias, Janot faz agora por pressão o que se absteve de fazer antes por precaução.

Janot dizia que o prêmio da imunidade penal, embora parecesse excessivo, era a alternativa menos lesiva aos interesses do país. Alegava que, sem ele, o Brasil jamais saberia dos crimes praticados pelo conglomerado de Joesley. Conversa mole. A força-tarefa de Curitiba já havia demonstrado o contrário.

No caso da Odebrecht, por exemplo, também se dizia que a investigação jamais avançaria. Avançou. Alardeava-se que Marcelo Odebrecht não iria em cana. Está há mais de dois anos na tranca. Apostava-se que o personagem não abriria o bico. Delatou. Jurava-se que seu pai, Emílio Odebrecht, não falaria. Falou. E arrasta uma tornozeleira em casa.

Janot alegava ter sido procurado pelos irmãos Batista. Apresentaram-lhe, segundo suas palavras, “indícios consistentes de crimes em andamento”. Delitos praticados por um senador, Aécio Neves, e por um então deputado federal, Rodrigo Rocha Loures. Havia também notícia de corrupção praticada por um procurador da República. Tudo isso sem mencionar o áudio tóxico com os diálogos vadios de Michel Temer.

A mercadoria oferecida era, de fato, atraente. Impossível não abrir negociação. Mas daí a entregar de bandeja aos criminosos a premiação máxima, vai uma distância abissal. A força-tarefa de Curitiba observa uma “regra de ouro”, da qual os procuradores não abrem mão: a imunidade penal, embora prevista em lei, jamais será oferecida como prêmio a nenhum delator.

Guiando-se por esse princípio dogmático, os investigadores iluminaram os porões do maior escândalo de corrupção já detectado na história, dobraram a oligarquia empresarial, moeram os salteadores políticos sem mandato —do petista José Dirceu ao peemedebista Eduardo Cunha. E ainda trincaram os calcanhares de vidro do mito (Lula) e estilhaçaram a imagem da empulhação (Dilma Rousseff). Perto de tudo isso, Michel Temer e sua infantaria são asteriscos separados da condenação apenas pelo escudo do foro privilegiado.

De repente, veio à luz o autogrampo-pastelão, que forçou Janot a abrir uma investigação sobre sua própria investigação. Os colaboradores desastrados enfiaram no meio de um papelório entregue à Procuradoria quatro horas de uma “conversa de bêbados”. Nela, expressando-se num idioma muito parecido com o português, Joesley e Saud deixam claro que fizeram uma delação seletiva, sob orientação do ex-procurador Marcelo Miller —um amigo de Janot, que se desligaria da força-tarefa da Lava Jato para se tornar sócio de uma banca de advogados a serviço da JBS. Um acinte!

A suspeita de que Miller fizera jogo duplo tornara-se munição para os adversários de Janot. Mas o procurador-geral dera de ombros. Cometeu um erro dentro do outro. Algo que lhe custa caro. De equívoco em equívoco, o doutor chega à reta final do seu mandato às voltas com um déficit estético. Corre contra o relógio para limpar a cena. Se for bem sucedido, conseguirá apenas reduzir os danos.

As prisões tardias não apagam os rastros pegajosos do acordo benevolente. Ao contrário, servem para realçar o escárnio embutido na autorização para que os delatores desfrutassem de sua imunidade penal na 5ª Avenida de Nova York. Ou o descalabro estampado na descoberta de que a JBS, valendo-se dos segredos de sua própria delação, foi ao mercado para lucrar com câmbio e ações.

Até os colegas de Janot o criticam. O mínimo que dizem dele é que o procurador-geral fez pouco caso da instituição sob seu comando. Joesley não foi bater à porta do gabinete do chefe do Ministério Público por acaso. Estava cercado por cinco operações anti-corrupção. Sentia o hálito quente dos investigadores na nuca. Receava ser acordado pela Polícia Federal.

Contra esse pano de fundo, a blindagem oferecida por Janot à JBS deixou no ar uma incômoda impressão. Conforme já comentado aqui, não é que o crime não compensa. A questão é que, quando compensa, ele muda de nome. Passa a se chamar delação premiada. A cadeia, ainda que breve, torna o prêmio mais palatável. E restaura a credibilidade do instituto da colaboração judicial premiada.

[política] Janot pede prisão de Joesley, Ricardo Saud e ex-procurador Marcello Miller

A Procuradoria-Geral da República pediu nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva do dono da JBS, Joesley Batista, do diretor da empresa Ricardo Saud, e do ex-procurador Marcello Miller. Miller prestou depoimento na noite desta sexta-feira na sede da Procuradoria Regional da República da 2ª Região, no Centro do Rio. O depoimento durou nove horas.

Os pedidos de prisão serão encaminhados ao relator da Lava-Jato no STF, ministro Edson Fachin. Ele ainda não teve acesso aos pedidos. A tendência é que examine com cautela ao longo do fim de semana antes de tomar uma decisão.

Janot deve enviar também ao STF a rescisão do acordo de colaboração premiada firmado por Joesley e Ricardo com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Como o acerto previa imunidade total aos delatores, ele terá de ser revisto para que os dois vão para trás das grades.

[política] Geddel pode ter malas de dinheiro em outros esconderijos

O apartamento no Chame-Chame, bairro de Salvador, não é o único local onde Geddel Vieira Lima escondia dinheiro. A suspeita é que há malas e caixas semelhantes espalhados em diversos outros locais, inclusive fora da Bahia. A apreensão dos R$51 milhões atribuídos ao ex-ministro de Lula e Temer não causou especial surpresa no mundo político: esse tipo de esconderijo é mais comum do que se imagina.

O imóvel no Chame-Chame era conhecido dos vizinhos de Geddel, que o viam com frequência no local. Fica a menos de 1km da casa dele.

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal vão listar até mesmo imóveis remotamente ligados a Geddel, à procura de malas.

Uma das expectativas dos investigadores, no caso Geddel, é que ele também se disponha a delatar seus cúmplices no esquema.

Fonte: Cláudio Humberto

[política] Dirceu diz que prefere morrer do que delatar como Palocci

José Dirceu, condenado na Operação Lava Jato, diz que prefere “morrer” antes de delatar, como tenta fazer o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

O próprio Dirceu, questionado sobre o depoimento em que Palocci envolve Lula diretamente com o recolhimento de propinas para o PT, respondeu a interlocutores: “Só luta por uma causa quem tem valor. Os que brigam por interesse têm preço. Não que não me custe dor, sofrimento, medo e às vezes pânico. Mas prefiro morrer que rastejar e perder a dignidade”.

O depoimento do ex-ministro da Fazenda ao juiz Sergio Moro levou a uma comparação entre o comportamento dele e de condenados como Dirceu e João Vaccari, ex-tesoureiro do PT. Os dois suportariam tudo em nome de uma “causa”. Já Palocci jamais teria tido qualquer compromisso com ela.

[cotidiano] Enfermeiras são afastadas após admirarem pênis de paciente morto


Cinco enfermeiras foram suspensas do Denver Health Medical Center, Estados Unidos, por um motivo um tanto quanto inusitado. Elas são acusadas de irem à câmara mortuária do hospital, abrirem o saco onde o morto estava e ficarem observando o tamanho do órgão genital dele. Segundo a imprensa local, essa situação ocorreu diversas vezes.

“Vários funcionários viram a vítima enquanto ela estava incapacitada e também depois que morreu”, disse a polícia à emissora ABC 7. Inicialmente, apenas duas enfermeiras foram suspensas, no entanto, após investigações, constatou-se que três outras suspeitas tiveram a mesma atitude.

A polícia também entrou na investigação, mas como não tinham evidências suficientes, deixaram a cargo do hospital. Nenhuma das enfermeiras se pronunciou sobre o caso.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

[segurança] RN ultrapassa 1700 assassinatos em 2017

Os dados seguem preocupantes e mostrando um crescimento da violência no Rio Grande do Norte.

Até a manhã desta sexta-feira (08), o Estado atingiu a marca de 1704 homicídios em 2017.

De acordo com o Observatório de Violência Letal Intencional (OBVIO), o crescimento é de 25,8% no número de assassinatos em comparação com o mesmo período do ano passado. Comparado com 2015, o aumento é de 54,8%.

[política] Janot decide revogar imunidade de Joesley e avalia prisão

Apesar da defesa apresentada pelos delatores da JBS nesta quinta (7), o procurador-geral, Rodrigo Janot, decidiu pedir a revogação da imunidade concedida aos integrantes do grupo, incluindo a de Joesley Batista.

Com isso, há a possibilidade de Janot pedir a prisão deles, segundo palavras de um interlocutor da Procuradoria-Geral da República.

A posição do procurador-geral deve ser encaminhada até a tarde desta sexta (8) ao ministro Edson Fachin, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), responsável por tomar uma decisão.

Segundo uma pessoa ligada às investigações, após o episódio do polêmico áudio, “do jeito que está não pode ficar”.

Conforme antecipou a Folha na quarta (6), Janot quer revogar o benefício concedido porque entende que houve patente descumprimento de dois pontos de uma cláusula do acordo de delação que tratam de omissão de má-fé, o que justificaria rever os benefícios. A imunidade foi considerada a parte mais polêmica do acordo celebrado.

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República, Joesley Batista afirmou que não recebeu orientações do ex-procurador Marcello Miller para negociar um acordo de delação, nem para gravar o presidente Michel Temer no encontro no Palácio do Jaburu, em 7 de março.

O empresário depôs por quase três horas na sede da PGR, em Brasília.

Além dele, prestaram depoimento outros dois delatores, Ricardo Saud, diretor e lobista do grupo, e o executivo e advogado da empresa Francisco de Assis e Silva.

Os três foram chamados a prestar esclarecimentos sobre o áudio polêmico entregue à Procuradoria no dia (31), em que Joesley e Saud indicam que Marcello Miller teria atuado para ajudá-los no processo de delação quando ainda era procurador.

Por causa dessa nova gravação, de 17 de março e com quase quatro horas de duração, Janot anunciou abertura de investigação para apurar omissão de informações, com ameaça de revisão dos benefícios concedidos, incluindo a imunidade penal.

Segundo a Folha apurou, uma eventual revisão dos termos da delação não foi discutida no depoimento dos delatores desta quinta.

Segundo a reportagem apurou, Joesley disse no depoimento que foi apresentado a Miller por Francisco de Assis e Silva porque estava à procura de alguém para a área de anticorrupção da empresa, conforme mostrou a Folha na quarta (6).

Os delatores argumentaram que apenas consultaram Miller em linhas gerais sobre o processo de delação e que acreditavam que ele já havia saído da PGR.

O ex-procurador pediu o desligamento do Ministério Público Federal no dia 23 de fevereiro, mas a saída foi oficializada em 5 de abril.

No áudio, Joesley e Saud também citam nomes de pelo menos três ministros do STF (Supremo Tribunal Federal): a presidente da corte, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Em sua defesa, os delatores alegam que fizeram considerações genéricas sobre os magistrados e que não possuem nenhuma informação comprometedoras sobre eles.

Janot quer acelerar a revisão do acordo porque seu mandato no comando da Procuradoria termina no próximo dia 1. Caso contrário, uma decisão sobre o caso ficará nas mãos da sua sucessora, Raquel Dodge.

O principal benefício acordado por Janot foi o de não denunciar os delatores criminalmente à Justiça, imunidade que rendeu inúmeras críticas ao acerto, homologado (validado) pelo STF em maio.

Em nota, a JBS diz não ser possível dar detalhes dos depoimentos em razão de sigilo e afirma que os executivos “continuam à disposição para cooperar com a Justiça.”

CASO MILLER

O ex-procurador Marcello Miller deve depor sobre o caso nesta sexta-feira (8).

Após deixar a PGR, ele passou a atuar no escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe, que foi um dos responsáveis por atender a JBS na negociação do acordo de leniência da empresa.

Tanto ele quanto os empresários, porém, negam sua atuação nas tratativas do acordo de delação. Após surgir a polêmica, Miller deixou o emprego.

[política] Geddel é preso novamente após descoberta de R$ 51 milhões

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, foi preso preventivamente (sem prazo determinado) na manhã desta sexta-feira (8), em Salvador, três dias após a Polícia Federal (PF) apreender R$ 51 milhões em um imóvel supostamente utilizado pelo peemedebista.

A prisão foi determinada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, em uma nova fase da Operação Cui Bono, que investiga fraudes na Caixa Econômica Federal. No governo Dilma Rousseff, Geddel ocupou a Vice-Presidência de Pessoa Jurídica do banco público, indicado pelo PMDB.

As investigações da Cui Bono apontam que o peemedebista, valendo-se de seu cargo na Caixa, “agia internamente, de forma orquestrada”, para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua diretoria e fornecia informações privilegiadas para os outros integrantes “da quadrilha que integrava”, entre eles o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O pedido de prisão foi apresentado pela PF e, posteriormente, acabou endossado pelo Ministério Público Federal (MPF). O argumento dos investigadores para solicitar que o ex-ministro retorne para a cadeia é o eventual risco de “destruição de elementos de provas imprescindíveis à elucidação dos fatos”.

A assessoria do MPF informou ainda que a nova fase da Cui Bono busca apreender provas de crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Além de Geddel, a PF cumpre mandado de prisão preventiva contra o diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, Gustavo Ferraz – que, segundo as investigações, é ligado ao ex-ministro. O juiz federal de Brasília também expediu outros três mandados de busca e apreensão, todos na capital baiana.

Os mandados de busca foram cumpridos no apartamento de Geddel e também nas residências de Gustavo Ferraz e da mãe dele.

O G1 tentou contato com a defesa de Geddel, mas até a última atualização desta reportagem não havia obtido resposta.

O G1 também tentou ligar para o celular de Gustavo Ferraz, mas estava desligado. A assessoria da prefeitura de Salvador não se manifestou sobre a prisão do diretor da Defesa Civil.

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[política] Palocci incrimina Lula em ação sobre propinas da Odebrecht

Do Estadão

O ex-ministro Antonio Palocci (fazenda/Casa Civil – Governos Lula e Dilma) incriminou o ex-presidente Lula em ação sobre propinas da Odebrecht. Palocci prestou depoimento nesta quarta-feira, 6, perante o juiz federal Sérgio Moro, em Curtiba, base da Operação Lava Jato.

Nesta ação, Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro sobre contratos entre a Odebrecht e a Petrobrás.

“No jantar ocorrido no apartamento do presidente Lula, em que participaram todas essas pessoas, o ex-ministro Palocci os convenceu e os dissuadiu no sentido de que essa operação era escandalosa e que poderia expor demais essa situação. Ficou clara toda a participação do ex-presidente Lula”, afirmou o advogado Adriano Bretas, que defende Palocci.

Antonio Palocci confessou ter praticados crimes na Petrobrás. Ouvido como réu em um processo criminal da Operação Lava Jato, o petista citou R$ 300 milhões da Odebrecht para o esquema do partido.

Durante duas horas, Palocci afirmou que está negociando um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato, mas que colaboraria com a Justiça de forma espontânea.

O Ministério Público Federal aponta que propinas pagas pela empreiteira chegaram a R$ 75 milhões em oito contratos com a estatal. Este montante, segundo a força-tarefa da Lava Jato, inclui um terreno de R$ 12,5 milhões para Instituto Lula e cobertura vizinha à residência de Lula em São Bernardo de R$ 504 mil.

Além do ex-presidente, também respondem ao processo o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma), seu ex-assessor Branislav Kontic, o advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e outros três investigados.

[política] Jornalista diz que Saud gravou Joesley propositalmente e que até suruba dentro de avião teve

Por Ricardo Noblat

Havia até ontem uma pergunta que não queria calar: por que Joesley Batista, dono do Grupo JBS, despacharia para a Procuradoria Geral da República uma gravação que poderá lhe custar, e a executivos de sua empresa, a perda dos benefícios da delação premiada e, quiçá, a liberdade?

A resposta à pergunta é esta: não foi Joesley que despachou a gravação para a Procuradoria. O que ele chamou de conversa de bêbados foi gravada por Ricardo Saud, diretor de relações institucionais do grupo. Saud meteu a gravação em meio a documentos enviados recentemente ao procurador Rodrigo Janot.

Não foi também uma conversa de bêbados. O único bêbado era Joesley, que não sabia que estava sendo gravado. Na maior parte das 4 horas de gravação, Saud pouco falou para não se comprometer. Desde que a gravação foi feita em meados de março último, se deterioram as relações entre Saud e Joesley.

Joesley gravou o presidente Michel Temer no porão do Palácio do Jaburu em 7 de março. A gravação deu no que deu – quase derrubou Temer, paralisou o governo por alguns meses e enfraqueceu-o ao ponto de tornar improvável a aprovação pelo Congresso do cardápio de reformas formatado pelo presidente.

Saud gravou Joesley e agora tem esperança de não ser punido porque nada disse de grave durante a conversa, quase um monólogo do seu patrão. Foi Joesley, ele não, quem soltou uma nota pedindo desculpas aos atingidos pelo que disse – entre outros, três ou quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)

A respeito da ministra Cármen Lúcia, Joesley disse que ela fora namorada do ex-presidente Itamar Franco, a quem serviu quando ele era governador de Minas Gerais. Mentiu, e em tom de deboche. Os dois jamais namoraram. Joesley foi também desrespeitoso ao fazer referências à vida particular de outras autoridades.

A Polícia Federal está à caça de informações sobre um voo do jatinho de Joesley com destino a Miami que teria proporcionado a políticos a experiência pouco usual de uma suruba aérea. Pelo menos um senador do Nordeste estava a bordo, mas, segundo confidenciou a um amigo, recusou-se a participar da folia.

Se não hoje, o que parece mais provável, até o início da próxima semana Janot deverá propor ao STF a anulação dos benefícios concedidos a Joesley e a executivos do seu grupo por conta da delação que fizeram. Não descarta pedir também a prisão deles. Uma vez que o faça, será atendido.

[política] Fantástico vai revelar domingo esquema que desviou R$ 100 milhões da Arena das Dunas

O repórter secreto do Fantástico do quadro “Cadê o Dinheiro que Tava Aqui?”, esteve em Natal na semana que passou.

As reportagens feita por Eduardo Faustini vai ao ar neste domingo no programa dominical da rede globo e vai abordar um desvio de R$ 100 milhões na construção da Arena das Dunas, um superfaturamento que teria beneficiados políticos potiguares.

A reportagem aponta que enquanto o dinheiro correu frouxo para a construção da Arena das Dunas falta ao hospital Walfredo Gurgel que vive uma situação dramática, com corredores superlotados, falta de insumos e material humano para da conta da demanda.

[política] BOMBA: Mensagens sugerem que JBS tentava comprar ministros e decisões em tribunais


No final da tarde de quarta-feira, na véspera do feriado da Independência, a Procuradoria-Geral da República recebeu mais uma bomba em seu setor de protocolo: centenas de documentos, na forma de áudios, emails e mensagens de WhatsApp, que sugerem que a JBS, ao contrário do que contou em sua delação, tentou, de forma sistemática, comprar decisões em tribunais superiores em Brasília.

São dezenas de conversas mantidas entre o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva, e uma advogada que trabalha para a empresa, Renata Gerusa Prado de Araújo. Na troca de mensagens, os dois traçam estratégias para obter decisões favoráveis a empresas do grupo — seja por meio de “pagamentos em espécie”, como eles próprios definem, seja por meio tráfico de influência — em processos sob relatoria de uma desembargadora federal, Maria do Carmo Cardoso, que vem a ser mãe da própria Renata, e de pelo menos três ministros do Superior Tribunal de Justiça: Napoleão Maia, Mauro Campbell e João Otávio Noronha.

Assis e Renata também conversam sobre arestas que deveriam ser aparadas com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, a voz mais ativa contra o que considera abusos nas investigações da Lava Jato. Quem levou o acervo ao Ministério Público é o empresário Pedro Bettim Jacobi, ex-marido da advogada Renata Araújo, que está num processo litigioso de separação. Ele copiou do celular da ex-mulher os arquivos que considerava comprometedores.